A condição de informalidade e descaso com os problemas ambientais em nossos Laticínios é uma necessidade permitida pelas autoridades para minimizar os problemas sociais, ou falta de estrutura dos órgãos fiscalizadores para monitorar as empresas?

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Os laticínios estão, como muitos outros segmentos, em um momento de transição quanto a exigências ambientais, que tem sido cada vez maiores. Há possibilidade inclusive de interrupção de atividades ou não liberação de projetos por razões neste âmbito. Além disso, a valorização do soro como coproduto lácteo contribui para que um dos principais poluentes, diferencial de laticínios neste sentido, venha sendo cada vez mais aproveitado e, portanto, menos quantidade seja dispensada, ocasionando dificuldades com tratamento e ambientais.

Um problema que persiste, entretanto, é o destino a ser dado a produtos desclassificados, como leite contendo resíduos de antibióticos.

Por: Danielle Braga Chelini Pereira 
Professora / Pesquisadora 
Instituto de Laticínios Cândido Tostes / EPAMIG

Se a questão for o soro de queijos, na região onde vivo o desenvolvimento de novos produtos tem sido muito explorada, não somente em ricota ou em bebidas lácteas fermentadas. Novas pesquisas estão em desenvolvimento, seja pra produtos desidratados, bebidas ou uso em queijos de alta umidade, como valor proteico. As indústrias deveriam se informar melhor a respeito deste assunto e fazer maiores parcerias com as universidades e centros de pesquisas para aumentar seus índices econômicos.

No meu ponto de vista o problema ambiental causado pela indústria de laticínios passa pelo sistema de fiscalização. Sendo a fiscalização realizada em três níveis, Federal, Estaduais e Municipais gera de certo modo uma área cinzenta que provoca maior informalidade. Na realidade o quadro de inspetores em todos os níveis é muito baixo, a ponto de não mais haver fiscalização presencial, ou seja o inspetor  hoje não fica fixo em uma indústria. Outro problema tambem que persiste é o alto custo de implantação de uma Estação de Tratamento de Efluentes e tambem a enexistência de especialistas nessa área. No meu modo de ver, o soro não será problema em futuro próximo, tendo em vista que já aparecem várias empresas interessadas em seu aproveitamento.  Estamos negociando a vinda de uma empresa portuguesa para se instalar na região para aproveitamento adequado, ou seja, com tecnologia bastante avançada no aproveitamento do soro de queijo.

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